Unidade Móvel da Rede Itego entrega experiência sensorial para público da Campus Party Goiás

Estrutura realiza análise dos cinco sentidos do ser humano. Distrito do Prata foi o primeiro lugar a receber o Cotec Móvel

Dentre às 300 horas de conteúdo sobre inovação, cerca de 200 palestras e 90 workshops, um ambiente tem se destacado na Campus Party Goiás: o Laboratório de Microbiologia e Processamento de Alimentos. Com a ajuda de oito estudantes do curso de Engenharia de Alimentos da UFG, a professora Karla Ananias organizou uma oficina sensorial para aguçar os cinco sentidos do ser humano. Localizado na área open da feira, o Colégio Tecnológico Vocacional Móvel (CVT), mais conhecido como Cotec Móvel, foi idealizado para atender às diferentes comunidades de Goiás com cursos de capacitação e qualificação profissional.

Começando pela visão, em seguida olfato, audição, tato e terminando no paladar, a oficina sensorial criou momentos de percepção individual para cada sentido. “Nós conseguimos os pontos de vista do consumidor através dessas assimilações e a relação com o alimento. Não adianta ter a maior produção do mundo se não houver aceitação”, explica Karla. Curioso pela análise, o autônomo Francisco Lúcio, de 62 anos, topou participar da experiência e saiu satisfeito com o resultado. “Foi um momento bacana para colocar os sentidos em dia. Acredito ter acertado boa parte das amostras”.

Desenvolvido para estimular o público a ter uma percepção melhor dos alimentos durante uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, o laboratório veio do Distrito do Prata, primeiro local a receber uma unidade. Já foram ofertadas 40 vagas para a população local, sendo que 20 foram para o curso de Salgadeiro e as outras 20 são para o curso de Padeiro, com início no dia 9 de setembro. Gratuitas e presenciais, as aulas são oferecidas, prioritariamente, para os moradores dos territórios rurais de Goiás.

Encantado com a estrutura, o diretor de operações da Goiás Fomento, Fernando Freitas, considerou um acerto, por parte do Governo do Estado, a iniciativa de levar os cursos para regiões mais interioranas. “Imaginei que a experiência seria simples, mas me surpreendi pela complexidade. Estou ansioso pela minha nota”, brincou. O mais interessante da análise, como frisa Karla, é a desmistificação de que é fácil reconhecer os alimentos. “Quando você faz o teste sozinho, é possível perceber tanto como os sentidos trabalham de maneiras diferentes quanto a forma que, juntos, constroem nossa percepção”.

Uma das responsáveis por recepcionar o público interessado em participar da análise, a estudante do oitavo período de Engenharia de Alimentos na UFG, Thais Alessandra, faz questão de explicar a importância de um trabalho como esse no mercado. “As indústrias usam muito a análise sensorial para lançar novos produtos, e isso não é de conhecimento geral. Fazer a experiência possibilita saber um pouco mais da história de determinado alimento”, afirma. Para participar, basta comparecer ao espaço e fazer o cadastro.

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